O fado quanto de ti em mim!
Não que a saudade me cerque
Neste momento em que me descrevo…
O Mar salgado!!
Quanto das tuas ondas rebentam aqui
Não que eu me sinta revoltado,
Quando te olho desanimado…
O vento exagerado!!!
Quanto de mim vejo em ti..
não que tenhas sentimentos
Mas circulas aos tropeções, rapidos e sem direcção!!
O vento exagerado !!
Como me cai bem
Viajar na direcção de ninguem
Livre de escolha e opinião
Navegando, Soprando sem sol, com sol
Vivendo alegremente sem saudade, sem revolta , sem desanimo
sinto que falta qualquer coisa, que isto não está acabado, mas tal como nós, que somos obras inacabadas, diamantes por polir, temos que criar os nossos passos, as nossas direcções, temos que fazer o nosso próprio poema, para que um dia quando fecharmos os olhos, possamos dizer, finalmente completei o meu poema, finalmente descobri como o terminar…